quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

You look kinda cute

Scenario:

Nightclub.

Context:

He got there early and was waiting for his friends.

She is a bored bartender that was forced to use the tiniest skirt in order to sell more beer.

Happening:

It worked.

He approached, leaning over the bar.

       - "Could you get me a beer, please?"

-      " Which one?"

-       "Mmm. Do you have Heineken?"

-      " 6 bucks."

-       "6 bucks?!?"

-      " Yes."

-       "Are you sure? I thought it was 4 something… The last time I came in here…"

-       "…Yeah, yeah, I’m including my tip."

-       "What?"

-   "  You are giving me a tip, right?"

-       "Well… S-sure."

-       "You are cute."– Her eyes were overflowing with boredom.

-       "Sorry…?"

-       "You heard me. – She handed him an opened bottle."

He slowly took a first sip of the beer while starring at the girl.

-      " So… How long have you been working here? Do you study?"

-       "What are you doing?" – Her mouth twisted in contempt. He seemed surprised.

-       "Mmm. You said I’m cute. What do you think I’m doing?"

-      " I was just stating my opinion. I think you are cute. It doesn’t mean I’m interested on you."

-       "That makes absolutely no sense."

-       "Who are you to tell me I make no sense?"

-       "I’m the guy that just gave you 1 dollar and 50 cents as tip."

-       "That just makes you very stupid."

-       "Oh, really? I would like my tip back, please." – He extended her an open hand.

-       "You want your tip back? You must be out of your mind. That makes absolutely no sense." – She leaned on the bar as well, starring at him, face to face.

-       "Oh, I make no sense? Who are you to tell me I make no sense?"

-       "I’m the girl you just gave 1 dollar and 50 cents as tip."

-       "Pretty valid argument. Very original I must say."

-       "Thank you mister."

-       "It was ironic."

-      " I’m cool with irony."

-      " I like you."

-"    " I should have said the Heineken was 7 bucks then."

-      " Let’s do this: I’ll buy you a drink."

-       "I work in here. I can get them for free."

A second guy reaches the bar.

-       "How much is the Heineken?"

-       "You look kinda cute." – she smiles seductively – "It’s 7 bucks."  

-       "Thanks sweetheart. Keep the change."  

domingo, 27 de dezembro de 2009

preguiça

Sempre tive vontade de tantas coisas ao mesmo de tempo. 
De fazer tantas coisas, de ser tantas coisas.
Sempre tive vontade de escrever livros, fazer histórias em quadrinhos, criar jogos de tabuleiros, emagrecer mil quilos só malhando, ler todos os livros do mundo em tempo recorde, fazer obras de arte originais e incríveis, ter inspirações incríveis em todos os momentos de ócio ou a qualquer momento que fosse necessário.
E acabo nunca fazendo nenhuma delas. 
Sempre tive vontade de ser poliglota, de ser bem engraçada, de ter sempre notas altas, de ser todas as profissões do mundo antes de poder escolher aquela que eu ame, de ser a filha perfeita, de ser a amiga perfeita, de ter a família perfeita, de ter os amigos perfeitos, de ser a garota que os caras certos querem.
E acabo nunca sendo nenhuma dessas coisas.
Não interessa se eu me esforço ou não para ser ou fazer essas coisas. Elas simplesmente tinham que cair do céu no meu colo, bolas.

Dane-se se o tempo é curto. Eu vou continuar enrolando, esperando, fazendo nada e assistindo todas as séries de televisão do mundo até a consciência e o desespero baterem e eu resolver mudar alguma coisa. 

Ou não.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

geração Y

"Eu sou da geração do desbunde.
Nunca tive saco pra milico, desfile, gente com medo.
Todo mundo ficava parado, mudo, anestesiado.
Não dava pra fingir que não tinha nada.
Pra mudar alguma coisa, a gente teve que gritar, se drogar.
Ir pra rua, enfrentar nossa própria fraqueza.
Era uma maneira de não se render, e não ficar careca, careta.

Eu to pedindo
A tua mão
Me leve para qualquer lado
Só um pouquinho
De proteção
Ao maior abandonado

Teu corpo com amor ou não
Raspas e restos me interessam
Me ame como a um irmão
Mentiras sinceras me interessam, me interessam

Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas poções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam, me interessam"

Inspirando a nova geração..

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Halloween

  Halloween aqui é que nem Carnaval no Brasil. Pretexto para se vestir do jeito que você quer. Eu me sinto exatamente como no filme "Meninas Malvadas". No caso eu sou a Lindsay Lohan. Eu sei, eu sei...
Eu quero é me vestir de alguma coisa bem horrenda e nojenta, botar uma maquiagem que as pessoas olhem para mim e pensem que eu acabei de sair de um filme de terror da década de 50. Daqueles filmes bem mal-feitos mesmo. Mais horripilante impossível. 
Tudo bem, tudo bem, palhaços e marionetes ganham de mil em filmes de terror antigos. Mas se eu me vestir de palhaço nem vou conseguir me olhar no espelho sem ter um ataque do coração.
Mas então... amanhã é Halloween aqui, e todas as roupas do mundo aparentemente conseguem ter uma versão 'sluty', e isso é bem engraçado. Todas as meninas que são boas meninas não se sentem mal em se vestir desse jeito. Tudo bem, eu até acho isso bem compreensível. Vamos lá, todo aquele papo de hormônios à flor da pele, juventude, inconsequência, irresponsabilidade, se divertir sem pensar no amanhã, blablablá.
Mas agora... Não quando a temperatura ambiente é de cinco graus celcius. Por favor. Tá, no Brasil chove mulher pelada andando na rua no Carnaval... Mas pelo menos lá é quente.
Eu não tenho fantasia. Vou inventar alguma coisa no dia. Tenho uma prova no sábado, das 7 às 9 da noite. Era para eu estar estudando agora, eu sei, eu sei. 
Enfim... Como estava dizendo, vou inventar alguma coisa no dia. Comprei maquiagem para o Halloween (na loja de um dólar caso meus pais resolvam ler isso) e meus amigos me compraram uma peruca. Eu tenho uma dentadura de vampiro, mas ela é tão grande que eu fico parecendo um gorila troglodita com ela na boca. E ela tem três incisivos também, o que é super estranho.
Meu andar ganhou a competição de decoração mais assustadora para o Halloween. Eles arranjaram som de trovão e luzes e colocaram no corredor, e ele estava todo coberto de pano negro e fizeram até um labirinto no meio. Tinham teias de aranha falsas também. E alguns coleguinhas legais do andar se voluntariaram para agarrar o seu pé enquanto você passava, o que também foi muito.. divertido. 
Ahm. É. Vou-me estudar. Mecanismos de recombinação genética me esperam.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

american pie

- Desculpa.
- Não, está tudo bem.
- Aqui estão seus livros.
- Obrigada.
- Desculpa perguntar... aonde você está indo agora?
- Por que você quer saber?
- Se você pudesse fazer alguma coisa agora. Qualquer coisa. O que você faria?
- Eu nem te conheço...
- Espera. Só me responde isso.
- Desculpe, tenho que ir...
- Então eu respondo antes. Você quer saber o que eu faria?
- Bem, na verdade...
- Eu faria as pessoas dançarem. Agora é a sua vez.
- Por que?
- Porque eu já respondi. Sua vez.
- Não. Por que você faria as pessoas dançarem?
- Talvez elas ficassem felizes. E talvez essa felicidade durasse apenas alguns segundos. Mas elas seriam felizes, pelo menos naquele momento.
- O que lhe faz pensar que isso as fariam felizes?
- Você acredita em música?
- Acredito.
- Acredita que música pode salvar sua alma?
- Acredito em Deus.
- O que a Bíblia lhe disse?
- Sobre o amor.
- Bobagem.
- Então você escreveu o "livro de regras do amor"?
- Não há regras no amor.
- Mas há música..?
- Sim.
- ...?
- Você já viu um casal de amantes dançando? Quando ambos são jovens e dançam sozinhos em um ginásio... A música é lenta.
- Eles tiram os sapatos?
- Eles se amam.
- Mas não há música no ginásio.
- É como se a música estivesse morta. Só estivesse ali em espírito. Entende?
- Não...
- A música vem de nós. Você está com frio?
- Me empresta?
- Minha música? 
- Seu casaco.
- Ah.
- O que aconteceria?
- Já disse.
- Se a música morresse, quero dizer.
- Os poetas parariam de sonhar. As crianças gritariam. Os amantes chorariam. Eu beberia whiskey e centeio com velhos amigos. Nenhuma palavra seria dita. Talvez eu chorasse. Procuraria uma menina que cantasse para mim. Mas ela olharia nos meus olhos e me daria as costas.
- Quem é ela?
- Ela é da geração perdida.
- E se ela fosse um anjo?
- Nem mesmo um anjo nascido no inferno quebraria essa maldição. 
- Que música você houve?
- Gosto de rock. E blues.
- Eu também. 
- Qual o seu nome?
- Julia.
- Prazer, Tiago. Agora que você está com o meu casaco... Me acompanha?
- Tudo bem. Se você quiser eu posso cantar para você.
- Legal. Mas antes... é sua vez. Se você pudesse fazer qualquer coisa... O que faria?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Romance

" - O amor feliz não tem história na literatura Ocidental. A felicidade dos amantes só nos comove pela expectativa da infelicidade que os ronda. 
Sem sofrimento não há romance. O romance de Tristão e Isolda tornou-se modelo de todas as histórias de amor até hoje. Os amantes se amam, mas não conseguem superar os obstáculos e serem felizes. 
Esse é o segredo do sucesso de Tristão e Isolda e foi isso que os poetas europeus da Idade Média descobriram. O amor recíproco-infeliz. 

- Amor recíproco infeliz não existe. O único sofrimento de amor é não ser correspondido. Eu já sou feliz só por você gostar de mim.

- Ah, mas é muito fácil gostar de você.
(...)
- A pessoa que a gente se apaixona é sempre uma invenção..." 



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

IT'S FUCKING SNOWING MAN!

E a gente está em outubro.

As folhas nem cairam ainda direito. 
Nem estão tão vermelhas/laranjas/amarelas em um dergadê bonito. Mal começou o outono... 

E já está fucking snowing.